Jesus: verdadeiro Deus, verdadeiro homem

Nenhuma doutrina foi mais debatida ao longo da História que a Cristologia. Vários concílios da igreja se reuniram ao redor desse tema como os Concílios de Nicéia, Constantinopla e Calcedônia. […]

Nenhuma doutrina foi mais debatida ao longo da História que a Cristologia. Vários concílios da igreja se reuniram ao redor desse tema como os Concílios de Nicéia, Constantinopla e Calcedônia. A Palavra de Deus revela-nos que Jesus tem duas naturezas distintas: uma divina, outra humana. Jesus é Deus sem deixar de ser homem e é homem sem deixar de ser Deus. Este é um glorioso mistério: o menino que nasceu em Belém e foi enfaixado em panos é o criador do universo, o Pai da eternidade. O Natal, portanto, revela-nos a mais gloriosa de todas as mensagens, a mensagem de que Deus se fez homem e veio habitar entre nós. Vamos destacar esses dois pontos centrais da fé cristã:

1. Jesus é verdadeiramente Deus. Jesus é o Verbo eterno. Ele preexiste à criação. Não teve origem, mas é a origem de todas as coisas. Antes que todas as coisas existissem, ele já existia eternamente, em plena comunhão com o Pai e com o Espírito Santo. Mesmo se fazendo homem, não deixou de ser Deus. Ele não abdicou de sua divindade ao fazer-se homem. Mesmo em seu estado de humilhação, revelou seus atributos divinos. Jesus não foi a primeira criação de Deus como ensinava Ário de Alexandria no século quarto e como prega ainda hoje os Testemunhas de Jeová. Jesus é coigual, coeterno e consubstancial com o Pai. Ele é autoexistente e imutável. Ele e o Pai são um. Jesus tem os atributos da divindade: É o criador e sustentador da vida. Conhece todas as coisas e pode todas as coisas. Nele habita corporalmente a plenitude da divindade. Ele foi adorado como Deus. Reivindicou adoração como Deus. Realizou obras milagrosas como Deus. Sua vida, seus ensinos e suas obras provam, de forma irrefutável, sua divindade.

2. Jesus é verdadeiramente Homem. O Verbo divino fez-se carne. O eterno entrou no tempo. O infinito tornou-se finito. O senhor se fez servo. Aquele que estava entronizado acima dos querubins foi desprezado pelos homens. Aquele cujas hostes celestes adoravam sem cessar foi cuspido pelos seus algozes. Aquele que é bendito eternamente fez-se maldição por nós e foi traspassado na cruz pelas nossas iniquidades. Aquele que jamais conheceu pecado foi feito pecado por nós. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo esvaziou-se e humilhou-se, nascendo numa família pobre, num berço pobre, numa cidade pobre e viveu como pobre, sem ter onde reclinar a cabeça. Ele foi verdadeiramente homem. Como homem foi sujeito a seus pais e aprendeu a obedecer. Como homem sofreu cansaço, sede, fome e finalmente foi preso, açoitado e pregado na cruz, onde morreu. Como homem identificou-se conosco e morreu a nossa morte para vivermos a sua vida.

Se Jesus não fosse Deus não poderia oferecer um sacrifício de valor infinito. Se não fosse homem não poderia ser o nosso substituto. Porque é Deus e ao mesmo tempo Homem pode ser o Mediador entre Deus e os homens. Porque é Deus-homem pôde fazer um sacrifício perfeito, capaz de expiar a culpa de todo aquele que nele crê.

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

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