A restauração do povo de Deus

Referência: Ezequiel 37.1-28

INTRODUÇÃO

1. A crise desesperadora da nação não limita a ação divina
– A crise é um tempo de oportunidade. Os grandes avivamentos da história começaram em tempos de profunda sequedião espiritual, apatia religiosa e abandono da fé.
– Estamos vivendo uma aguda crise na nação e na igreja evangélica em nossa Pátria. Mas a crise não pode impedir a mão de Deus de agir. Quando o povo de Israel estava como um vale de ossos secos, Deus realizou um milagre e pôs a nação de pé.

2. O milagre da restauração não é obra humana, mas iniciativa divina
– A nação de Israel não podia levantar-se pelo seu próprio esforço. Eles eram como um vale de ossos secos. Não havia vida neles. Ou Deus se manifestava ou estariam completamente perdidos.
– É Deus quem age hoje na vida da igreja. É Deus quem nos restaura. Dele vem a nossa cura. Dele vem a nossa libertação. É ele quem põe de pé o prostrado!

I. A NECESSIDADE DE RESTAURAÇÃO

1. O povo de Deus estava desprovido de vida espiritual
– O profeta Isaías ao comtemplar a condição espiritual da nação, disse: “Este povo está enfermo da cabeça aos pés”. Isaías chamou o povo ao arrependimento, mas ele não quis ouvir. “Quem creu…”
– O profeta Amós olhou para o povo e viu que o culto estava sem vida, a música era apenas um barulho estridente aos ouvidos de Deus e chamou a nação ao arrependimento, mas eles não quiseram ouvir.
– O profeta Oséias olhou a para nação e viu sua infidelidade, sua instabilidade espiritual, sua depravação moral e chamou o povo ao arrependimento, mas eles não quiseram ouvir.
– Deus mandou o profeta Miquéias e este concluiu que o povo estava enfadado de Deus. O povo não quis ouvir.
– Deus enviou o profeta Jeremias e este chorou porque o povo havia abandonado a Deus, o manancial de águas vivas e cavado para si sisternas rotas. Deus falou mil vezes: chamou, aconselhou, exortou, mas o povo não quis ouvir. Deus chamou o povo pelo amor e este não veio. Então, Deus mandou o açoite, o chicote, a espada, o cerco do inimigo, o cativeiro. A Assíria e a Babilônia vieram e levaram o povo para o cativeiro.
– Agora, Ezequiel vê o progresso do mal. Vê os resultados da desobediência, os frutos amargos da rebeldia. Agora não é apenas um povo doente. A enfermidade dá lugar à morte e a morte à desintegração orgânica. Agora estava ali um monte de ossos secos, sem vida, sem esperança. Era a maquete da desesperarança, o retrato de um povo caído, com a esperança morta.
– O v. 11 diz que os ossos secos eram todas a casa de Israel. O v. 13 diz que eles estavam em sepulturas existenciais. Haviam antecipado a morte por não terem tomado posse da vida.

2. O povo de Deus estava disperso
– Havia falta de vida e também falta de comunhão. O pecado separa, divide, afasta as pessoas. Eles estavam não apenas sem vigor, mas também dispersos. Há falta de comunhão. Há fissuras na comunhão. Há muros que nos separam, feridas abertas nos relacionamentos, distância uns dos outros.

3. O povo de Deus estava como um vale de ossos secos
– Esta era a condição de Israel e a situação de muitos crentes hoje, ausência de vida, de entusiasmo, de prazer na Casa de Deus, de deleite na oração.
– A vida abundante que Cristo oferece parece estar ausente. O poder do Espírito Santo parece ser algo desconhecido. Muitos crentes estão dormindo. Outros estão imitando e amando o mundo. Outros estão flertando com o pecado. Outros estão apáticos às coisas de Deus.

4. O povo de Deus manifestava sinais de morte

a) Um morto não tem apetite – Uma pessoa morta espiritualmente não tem fome e sede de Deus. Ele não tem prazer na leitura da Bíblia. O culto para ele é uma canseira. Uma pessoa morta não sente saudade de Deus, não ama a Deus, não busca em primeiro lugar as coisas lá do alto. O que a atrai são os prazeres do mudno, a fascinação da riqueza.
b) Um morto é insensível – Deus fala, chama, exorta, mas elas não escutam. São surdas espiritualmente. Eles não se constrangem com o amor de Deus nem se abalam com o fogo do inferno. Não se importam com a condição dos perdidos.
c) Um morto não tem ação – O morto não se levanta, não trabalha para Deus, não tem tempo para Deus.
d) Um morto é onde a vida está absolutamente ausente – Um morto afasta as pessoas. Ele se deteriora. Israel já era como um monte de ossos sequíssimos. Talvez há pessoas espiritualmente mortas aqui. Há maridos, esposas, filhos e pais mortos.

II. O AGENTE DA RESTAURAÇÃO

1. Deus é quem toma a iniciativa da restauração
– Tudo provém de Deus. Ele é quem nos escolheu. Ele é quem nos chama. Ele é quem nos justifica. Ele é quem nos transforma. Ele é quem nos levanta a da morte. A iniciativa da restauração vem de Deus.
– É Deus quem faz Ezequiel andar no meio da vale (v. 2)
-É Deus quem pergunta ao profeta (v. 3)
– É Deus quem manda o profeta profetizar (v. 4)
– Toda a ação para levantar da morte é iniciativa divina (v. 5-6).

2. Deus é quem age milagrosamente levantando os mortos da sepultura espiritual
– Deus perguntou ao profeta: “Filho do homem poderão reviver esses ossos?”. Os céticos diriam: impossível. Os incrédulos diriam: Jamais! Mas Ezequiel disse: “Senhor Deus, tu o sabes”. Se Deus quiser, os mortos se levantam. SE Deus quiser o leproso fica limpo. SE Deus quiser, o paralítico anda. SE Deus quiser, o bêbedo se torna sóbrio. SE Deus quiser, o drogado fica livre. SE Deus quiser, o feiticeiro corre arrependido para os braços de Jesus.
– Deus pergunta hoje: é possível a nossa igreja receber uma poderosa restauração? É possível esta igreja ser cheia do Espírito Santo? É possível nossos pastores serem tochas acesas nas mãos do Senhor? É possível termos líderes cheios da unção do alto? É possível termos jovens santos? É possível termos famílias piedosas? É possível esta igreja ser uma uma igreja de oração? É possível esta igreja ser uma ganhadora de almas?
– Ezequiel respondeu: “Senhor Deus tu o sabes!” SE Deus quiser ele pode fazer dos pastores homens cheios de intrepidez, fortalecer os fracos, levantar os caídos. SE Deus quiser, ele pode inflamar esta igreja

III. O INSTRUMENTO DA RESTAURAÇÃO

1. A Palavra de Deus
– Deus então diz: “profetiza a esses ossos: ossos secos ouvi a Palavra do Senhor” (v. 4). Deus chama os mortos pela Palavra. Não há outro instrumento. Hoje muitas igrejas têm abandonado a Palavra, têm pregado outro evangelho, tem pregado doutrinas de homens, tem pregado o que o povo quer ouvir. Mas se queremos ver os mortos recebendo vida, se queremos ver conversões verdadeiras, precisamos pregar a Palavra. Há poder na Palavra!
– A Palavra é o poder de Deus para a salvação. A Palavra deve ser prega com lágrimas e no poder do Espírito.

2. O Espírito Santo
– O v. 5 diz que é quando o Espírito entra nesses ossos é que eles recebem vida.
– O v. 9 diz que quando o Espírito vem e assopra sobre os ossos secos, eles recebem vida.
– O v. 10 diz que quando o Espírito entrou neles, eles se levantaram como um exército.
– Precisamos do sopro do Espírito trazendo vida, levantando os caídos, ressuscitando os mortos espirituais.
– É o Espírito Santo quem regenera, quem convence de pecado, quem nos batiza no corpo, nem nos dá nova vida.

IV. O PROCESSO DA RESTAURAÇÃO

1. Ruído
– Houve um ruído, um barulho, uma agitação. Mas isso ainda não é vida. Restauração não é barulho, agitação, estardalhaço, gritaria, emocionalismo. Não se gera vida com propaganda e com marketing. Ezequiel não confundiu barulho com criação, nem atividade com unção, nem agitação com avivamento.

2. Ajuntamento
– Houve um processo. Os ossos que estavam espalhados, dispersos, se ajuntaram. Voltaram às suas origens. Ficaram em ordem. Mas ainda eram ossos secos, sem vida, sem fôlego.
– Talvez ficássemos satisfeitos com isto. Ezequiel não. De que vale um bando de esqueletos? Eles poderiam por acaso lutar as guerras do Senhor?

3. Tendões e carne
– Eles agora estavam de pé. Agora tinham uma estrutura. Agora pareciam gente. Mas ainda estavam mortos. Podemos ter estrutura, doutrina, preceitos, mas ainda falta vida. Podemos ter religião, podemos frequentar a igreja, mas precisamos de vidas!

4. Pele
– Agora eles tinham aparência, beleza, formosura, mas ainda estavam mortos. Era cadáveres. Você pode parecer filho de Deus, poder aprender um vocabulário evangélico e ter cacuete de filho de Deus e ainda não estar vivo.
– Os fariseus eram bonitos por fora, mas estavam mortos como túmulos caiados. É preciso mais, é preciso que o Espírito Santo nos vivifique!

5. O Espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso
– Só o Espírito pode regenerar a sua alma. Só o Espírito pode transformar sua vida, só o Espírito pode trazer restauração em nosso meio. Só o Espírito pode fazer jorrar rios de águas vivas dentro de nós. Só o Espírito Santo pode nos dar poder e fazer esta igreja levantar-se como um poderoso e numeroso exército!

V. OS RESULTADOS DA RESTAURAÇÃO

1. Os ossos secos passaram a viver e se puseram em pé como um exército – v. 10
Deus pode nos levantar. Deus nos pode unir. Deus pode nos dar um só coração, um só propósito, para sermos nesta igreja como um exército do Senhor, a nos levantarmos em nome do Senhor, para fazer a obra do Senhor.

2. Os ossos secos saíram da sepultura existencial – v. 12-13
Não importa quão profunda seja a sepultura existencial em que você se encontra. Em que buraco existencial você se enfiou. Nesta noite, o Espírito Santo pode quebrar o poder da morte em sua vida, desatar você das vestes mortuários e fazer de você uma pessoa livre, cheia de vida!

3. Uma experiência profunda com Deus – v. 6,13,14
– Então sabereis que eu sou o Senhor (v. 6)
– Sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir a vossa sepultura e fizer sair dela, ó povo meu (v. 13).
– Porém em vós o meu Espírito, e vivereism, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o Senhor, disse isto e o fiz, diz o Senhor (v. 14).

4. Unidade espiritual – v. 22-25

– Nunca mais Israel seria duas nações. A divisão que rasgou a nação no mieo não mais existiria. Deus restaura relacionamentos quando o Espírito Santo sopra sobre nós. Acabam-se as mágoas, as fissuras.

5. Comunhão íntima e contínua com Deus – v. 26-28
– Deus porá o seu santuário no meio do seu povo para sempre. Ele será nosso Deus e nós seu povo. O santuário estará no meio do seu povo para sempre. Isso significa comunhão. A nossa maior recompensa é Deus. Nossa maior hereança é Deus. A vida eterna é conhecer a Deus. O céu é comunhão com Deus. O Espírito nos tira da morte e nos restaura para termos comunhão com Deus. Avivamento é comunhão com Deus! Amém!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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