A grande Comissão, uma missão inacabada

Referência: Mateus 28.18-20 INTRODUÇÃO 1. O método de Cristo é a igreja A estória: Quando Cristo terminou sua obra, e chegou ao céu, os anjos o receberam com exultante celebração. […]

Referência: Mateus 28.18-20

INTRODUÇÃO

1. O método de Cristo é a igreja

A estória: Quando Cristo terminou sua obra, e chegou ao céu, os anjos o receberam com exultante celebração. Um anjo perguntou-lhe: “Senhor, tu consumaste a obra da redenção, mas quem vai contar essa boa nova para o mundo inteiro?” Jesus respondeu: “Eu deixou doze homens preparados para essa tarefa”. Retrucou o anjo: “Mas, Senhor, e se eles falharem?”. Jesus respondeu: “Se eles falharem eu não tenho outro método”.

2. O tempo de agir é agora

Todos os quatro evangelistas deram ênfase à grande comissão. Lucas a repete no livro de Atos.

As últimas palavras de uma pessoa, são as mais importantes e urgentes. Essas foram as últimas palavras de Cristo.

Os campos já estão brancos para a ceifa. O tempo é agora.

3. A grande comissão envolve toda a igreja

O Congresso de Lausane definiu: “O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo, a toda criatura”.

Você foi alistado para fazer parte dessa maior missão de resgate do mundo: Não do Katrina, não dos acidentes naturais, mas do maior acidente cósmico: a queda. Não de uma tragédia temporária, mas da perdição eterna.

I. A COMPETÊNCIA DO COMISSIONADOR – v. 18

Jesus tem toda autoridade (versão atualizada).

Jesus tem todo poder (versão corrigida).

Exemplo: o caminhão com 30 toneladas e o guarda. O caminhão tem poder, o guarda tem autoridade. Jesus tem poder e autoridade.

Esta declaração mostra que quem dá a ordem tem autoridade e competência para fazê-lo.

Isto tem duas implicações:

a) É condição básica de êxito sabermos que o nosso Deus é o maior – É esta certeza inabalável que nos dará as condições de enfrentar o inimigo e as circunstâncias adversas sem temer e sem vacilar.

b) Qualquer ordem dada pela autoridade máxima do universo exige atenção e respeito total – Ao proferir a ordem Jesus quer ser obedecido de forma clara, completa e urgente.

II. O CERNE DA GRANDE COMISSÃO – v. 19

Todos os verbos estão no gerúndio, mas FAZER DISCÍPULOS é uma ordem.

a) Jesus não mandou fazer fãs – quem precisa de fãs são os artistas.

b) Jesus não mandou fazer admiradores – Atores e jogadores de futebol é que buscam admiradores.

c) Jesus não mandou apenas evangelizar e ganhar almas, abandonando os bebês espirituais – Ele quer discípulos.

d) Jesus não mandou apenas recrutar crentes e encher as igrejas de pessoas – Ele quer convertidos maduros.

Um discípulo é um seguidor. Isso implica: 1) Fazer do Reino de Deus seu tesouro; 2) Renunciar tudo por amor a Jesus; 3) Isso significa guardar as palavras de Jesus.

Hoje temos muita adesão e pouca conversão. Temos grande ajuntamentos e pouco quebrantamento. Temos igrejas cheias de pessoas vazias de Deus e vazias de pessoas cheias de Deus. Temos grandes multidões de buscam as bênçãos, mas não a Deus. São religiosos, mas não discípulos de Cristo.

III. O ALCANCE DA GRANDE COMISSÃO – v. 19

“Fazei discípulos de todas as nações”.

A palavra nações é etnias. Onde houver um povo, com sua língua, cultura, raça, etnia ali o evangelho deve chegar. Ali Deus comprou com o sangue de Cristo aqueles que devem ser chamados e discipulados.

O coração de Deus pulsa pelo mundo todo.

Deus disse a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Apocalipse 5:9 diz que Deus comprou com o sangue do Seu Filho os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação.

A leitura errada de Atos 1:8: Não é primeiro aqui, depois lá. Mas tanto quanto, ou seja, concomitantemente.

IV. AS IMPLICAÇÕES DA GRANDE COMISSÃO

1. Envolve a integração dos novos convertidos – v. 19

A igreja é importante.

Não existe crente isolado, fora do corpo. Não existe ovelha fora do rebanho.

A igreja foi instituída pelo Senhor e os novos crentes devem ser integrados a ela pelo batismo.

2. Envolve ensino aos novos convertidos – v. 19

Há três coisas a destacar:

a) Ensinar o que Jesus mandou (v. 19) – Não se trata de ensinar achiologia, modismos, tradições humanas, legalismo. Paulo diz que devemos anunciar todo o desígnio de Deus.

b) Ensinar todas as coisas (v. 19) – Não apenas as mais agradáveis. Devemos ensinar toda a verdade, toda a Palavra, dar não apenas o leite, mas também o alimento sólido.

c) Ensinar a guardar – Ensinar não é apenas guardar na cabeça, mas obedecer. O discípulo é aquele que obedece. Hoje, as pessoas querem conhecer, mas não querem obedecer. “Vós sois meus discípulos se fazeis o que eu vos mando”.

V. MOTIVOS PARA CUMPRIR A GRANDE COMISSÃO – v. 18-20

1. O poder de Jesus à nossa disposição – v. 18

Se Jesus tem todo poder e autoridade, não sobrou nada para o diabo.

O diabo é astuto, ardiloso, sagaz. Mas Jesus tem todo o poder no céu e na terra.

O poder do diabo foi tirado na cruz (Cl 2:15). Ele foi despojado. Está oco, vazio.

O diabo não tem poder nem no inferno. Apocalipse 1 diz que as chavas da morte e do inferno estão nas mãos de Jesus. As portas do inferno não prevalecem contra a igreja.

Toda a suprema grandeza do seu poder está à nossa disposição (Ef 1:19).

2. A presença de Jesus – v. 20

A presença de Jesus é contínua, em todo lugar. Ele nunca nos desampara, nunca nos deixa. Ele é como sombra à nossa direita. Ele é o vigia que não dormita nem dorme. Não há situação em que sua presença não esteja conosco. Ele está conosco na vida e na morte, no tempo e na eternidade.

3. A ordem de Jesus – v. 19

Se o Rei soberano do universo deu uma ordem, cabe-nos obedecer.

CONCLUSÃO

Você tem feito discípulos? Você tem buscado os perdidos? Você tem sido um ministro da reconciliação? Você tem gerado filhos espirituais? Você ganhado pessoas para Cristo? Uma alma vale mais do que o mundo inteiro.

A lista de Shindler – “Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.