E se foi sem deixar de si saudades

“Era Jeorão da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém” (2Cr 21.5). Jeorão era o filho mais velho do grande rei […]

“Era Jeorão da idade de trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém” (2Cr 21.5).

Jeorão era o filho mais velho do grande rei Josafá e neto de Asa. Embora teve outros irmãos, por ser o primogênito, foi o herdeiro do trono. Começou a reinar com trinta e dois anos e reinou oito anos. De todos os reis de Judá, nenhum teve um fim tão trágico. Não houve lágrimas em seu funeral nem saudade depois de sua morte. Na lápide de seu túmulo, poderia ter sido escrito: “E se foi sem deixar de si saudades” (2Cr 21.20). Jeorão fez muitas escolhas erradas na vida. Essas escolhas transformaram-no num monstro e numa ameaça à sua família e à sua nação. Vejamos:

1. Jeorão deixou de seguir o exemplo de seu pai (2Cr 21.1-5). Josafá, seu pai, foi um rei piedoso. Conheceu a Deus e fê-lo conhecido. Experimentou o livramento de Deus e levou sua nação a pôr sua confiança em Deus. Porém, Jeorão mesmo sendo o filho mais velho, não andou nas mesmas pegadas de seu pai. Era de diferente estofo. Por causa de suas loucuras, transtornou sua vida, sua família e sua nação.

2. Jeorão deixou de buscar a direção de Deus para o seu casamento (2Cr 21.6). Jeorão era genro de Acabe. Sua sogra era Jezabel. Foi buscar uma esposa na pior família do reino do Norte. Esse casamento longe de incentivá-lo a andar com Deus, induziu-o a fazer o que era mau perante o Senhor. Um casamento errado é fonte de muitos desgostos, causa de muita dor, palco de muitas tragédias. O casamento de Jeorão matriculou-o na infame escola da idolatria. Depois de sua morte, essa mulher, chamada Atalia, continuou aconselhando Acazias, o próximo rei, a proceder iniquamente (2Cr 22.3). Mais tarde, tentou usurpar o próprio trono.

3. Jeorão deixou de confiar em Deus para sustentar seu governo (2Cr 21.4). Ao assumir o trono, tendo-se fortalecido, matou todos os seus irmãos à espada, bem como alguns príncipes de Judá. Essa truculência desumana foi o resultado de sua insegurança. O medo de perder o poder, fê-lo destruir seus possíveis concorrentes. Sua gana pelo prestígio megalomaníaco induziu-o a matar até mesmo os membros de sua família. Tornou-se um homem perverso, sem amor natural, sem temor a Deus, sem respeito à vida.

4. Jeorão deixou de servir ao Deus vivo para promover a idolatria em sua nação (2Cr 21.11-13). Em vez de imitar seu pai Josafá, homem piedoso, imitou Acabe, seu sogro, homem idólatra e perverso. Em vez de promover a religião verdadeira em seu reino, disseminou em Jerusalém a idolatria e fez errar o reino de Judá. Ele liderou sua nação para longe de Deus. Foi um líder nocivo à sua família e ao seu povo. Ele induziu sua nação a afastar-se de Deus.

5.  Jeorão atraiu maldição sobre sua cabeça, sobre sua família e sobre sua nação (2Cr 21.14-17). Porque Jeorão abandonou os caminhos de seu pai e de seu avô para seguir os perversos caminhos de Acabe, Deus trouxe grandes flagelos sobre seu povo, seus filhos, suas mulheres e todas as suas possessões. O pecado atrai o juízo divino. O pecado é o filho maldito da cobiça. Seu salário é a morte.

6. Jeorão colheu o que plantou, pois foi atacado por uma doença assombrosa e incurável (2Cr 21.18,19). Jeorão zombou da graça de Deus, escarneceu de sua bondade e encheu Jerusalém de abominável idolatria. Porque ele virou as costas para Deus, foi ferido por uma enfermidade que lhe trouxe terríveis sofrimentos e morte humilhante. Saíram-lhe as entranhas e morreu com terríveis agonias.

7. Jeorão viveu para fazer o mal e morreu sem deixar de si saudades (2Cr 21.19b,20). Depois de dois anos de atroz sofrimento, Jeorão morreu. Sua morte, entretanto, não produziu lágrimas nos seus súditos, mas alívio. O seu povo não lhe queimou aromas nem lhe prestou homenagens. Ele se foi sem deixar de si saudades. Sua vida foi um fracasso, sua morte foi uma tragédia e seu legado foi um pesadelo. Oh, que triste história, de um homem que perdeu as melhores oportunidades da vida e morreu sem se voltar para Deus. E você, o que tem feito de suas oportunidades? Como tem sido suas escolhas?

Rev. Hernandes Dias Lopes

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