Mães: as mãos que embalam o berço

O estadista americano e décimo-sexto presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln, disse, acertadamente, que “as mãos que embalam o berço governam o mundo”. Ele mesmo chegou a dizer […]

O estadista americano e décimo-sexto presidente dos Estados Unidos da América, Abraham Lincoln, disse, acertadamente, que “as mãos que embalam o berço governam o mundo”. Ele mesmo chegou a dizer que as conquistas que obteve na vida devia à sua mãe. As mães antes de embalar o berço, carregam os filhos na alma, nos sonhos, no ventre, nos braços, no coração. Os filhos crescem, mas continuam sendo amados com o mesmo desvelo. Os filhos batem asas do ninho, mas as mães continuam velando por eles em oração. Os filhos geram outros filhos, mas as mães abrigam todos debaixo de seus braços generosos.

Neste dia em que as mães são homenageadas mundo a fora, queremos render a Deus o nosso preito de louvor e às mães o nosso tributo de gratidão. Destacaremos três características das mães que embalam o berço:

1. As mães que embalam o berço exercem decisiva influência espiritual sobre os filhos. Os filhos são marcados indelevelmente pela sua mãe. Aquelas que nutrem no ventre e depois nos seios repartem sua vida com os filhos. Aquelas que ensinam os filhos a dar os primeiros passos e revestem os filhos de generoso cuidado ministram ao coração deles as primeiras lições da vida. Se essa mãe é cristã, ela ensinará aos filhos as sagradas letras que podem torná-los sábios para a salvação e dará eles o genuíno leite da piedade. Ela influenciará o futuro dos filhos como Joquebede influenciou Moisés, como Ana influenciou Samuel, como Eunice influenciou Timóteo. As mães são as mestras do bem. A palavra da sabedoria está em seus lábios. Elas removem com cuidado as influências perniciosas e edificam no lugar valores sadios e perenes. Nas palavras de Peter Marshall, o capelão do senado americano, as mães são as guardas das fontes. São elas que fazem esse trabalho vital, longe dos holofotes, sem o qual, a sociedade estaria rendida às contaminações mais deletérias. Concordamos, portanto, com Abraham Lincoln: “as mãos que embalam o berço, governam o mundo”.

2. As mães que embalam o berço oram como ninguém pelos filhos. As mães, em todo lugar e em todo o tempo intercedem pelos filhos. A mulher cananeia, mesmo morando em território pagão, clamou a Jesus pela sua filha, e fez isso de forma corajosa, perseverante e esperançosa. O drama vivido pela sua filha era o seu drama. Ana orou por Samuel antes dele ser concebido. Consagrou-o a Deus antes mesmo de ser gerado. Ah, quantos filhos voltaram-se para o Senhor em reposta às orações de sua mãe! Quantos filhos que foram chamados para o ministério como fruto da consagração de sua mãe! Quantos missionários que levaram e ainda levam a esperança do evangelho aos povos, que foram chamados por Deus em resposta ao clamor de sua mãe. Quando as mães colocam-se de joelhos pelos seus filhos, Deus os levanta e os coloca de pé. É tempo das mães se colocarem na brecha em favor de seus filhos, para que eles sejam levantados como instrumentos de um grande reavivamento em nossos dias.

3. As mãos que embalam o berço sacrificam-se abnegadamente pelos filhos. As mães projetam sua vida na vida dos filhos, a ponto de abrir mão de seu conforto e até de sua própria vida pelos filhos. Preferem para si a morte, desde que os filhos possam viver. A mãe de Moisés, o grande libertador de Israel, correu todos os risco para que seu filho fosse preservado da morte. Eu estou escrevendo este singelo artigo agora, porque um dia minha mãe preferiu dar sua vida por mim para que eu sobrevivesse. Orientada a escolher entre sua vida ou a minha, decidiu que daria sua vida por mim, mas não desistiria da minha vida. Deus honrou a decisão dela e poupou a vida dela e a minha. Essa história tem se repetido ao longo dos séculos. As mães atravessam noites indormidas cuidando dos filhos. Oram e choram por eles sem jamais perder a doçura. Abrem mão de privilégios, para investir nos filhos. Abstêm-se do pouco que têm, para que os filhos tenham o melhor. Ah, que neste dia das mães, possamos erguer aos céus nosso tributo de gratidão a Deus por essas heroínas nem sempre vistas e honrarmos mulheres tais como essas!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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