Plena satisfação

O salmo 23 certamente é o mais conhecido e amado de todos os salmos sendo, provavelmente, o texto mais popular de todo o Antigo Testamento. Não é possível datar com […]

O salmo 23 certamente é o mais conhecido e amado de todos os salmos sendo, provavelmente, o texto mais popular de todo o Antigo Testamento. Não é possível datar com precisão sua composição, contudo sua autoria tradicionalmente é atribuída a Davi, que antes de ser ungido rei de Israel, já tinha vasta experiência como pastor de ovelhas (1 Sm 16.11-13).

Davi foi um pastor zeloso e de grande coragem (1 Sm 17.34-36), sabia o quanto suas ovelhas dependiam dele para seu desenvolvimento e bem estar. Certamente seu profundo conhecimento quanto à natureza das ovelhas e a crucial importância da competência, cuidado e amor do pastor por seu rebanho, colaboraram para a elaboração do texto.

É importante ressaltar que ao compor o salmo, Davi, escreve tomando como base a perspectiva da ovelha. Ele, como ovelha do Supremo Pastor de Israel, apresenta sua experiência pessoal.

O texto não contém súplicas, queixas de infortúnios, imprecações contra os inimigos ou qualquer assunto que não seja profunda gratidão. Inspirado pelo Espírito Santo de Deus (1 Tm 3.16, 2 Pe 1.20-21) e aplicando toda sua habilidade poética, Davi estrutura o hino retratando um coração grato e completamente satisfeito com tudo que bondosamente o Senhor concede a seu servo.

Com intensa satisfação o SENHOR é apresentado como pastor (v.1) – Davi exulta por pertencer ao Todo-poderoso. Seu proprietário não era qualquer um, nem alguém muito importante, nem o mais importante homem da terra, antes aquele que criou tudo que existe e com total poder governa sabiamente todo o universo.

Com incomparável segurança afirma a diligência de seu pastor em suprir todas as suas necessidades (v.1-3) – O salmista afirma que o diligente pastor sabe perfeitamente de suas necessidades, até as mais básicas, e não só tem conhecimento como toma a iniciativa para suprir com abundância todo aquele que está debaixo de seu amoroso cuidado. “Ele me faz repousar”, “leva-me para junto das águas de descanso”, “refrigera-me a alma”, “guia-me pelas veredas da justiça”. Todas as iniciativas são do incansável Pastor (Jeová). Não há o que temer, pois o cuidado do pastor não é dispensado com base no mérito da ovelha, antes é dispensado com base em seu caráter imutável – “por amor do seu nome”.

Com júbilo exulta por ter a companhia de seu poderoso benfeitor (v.4) – Não importa se a situação é de bonança ou se é de aflição e perigo. O Bom Pastor está sempre presente. Certamente quando experimentamos as muitas adversidades, tais como desemprego, problemas de saúde, perseguições por conta da fé cristã, igualmente desfrutamos a doce presença do Senhor enquanto atravessamos o escuro e frio vale de sombra e de dor.

Com esperança retrata seu futuro (v.5-6) – O amanhã é motivo de preocupação e intensa ansiedade para muitos, já o salmista sabe que apesar dos vales o retorno e a permanência na casa do Senhor é algo garantido.

Verdadeiramente as linhas do salmo 23 exalam satisfação, contentamento e gratidão. Aquele que rende graças a Deus por seu cuidado diário demonstra maturidade espiritual e afasta-se da amargura e frustração. Sejamos agradecidos.

Rev. Jailto Lima do Nascimento

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