DESCULPAS, MERAS DESCULPAS

O chamado de Moisés para ser o libertador de Israel, deu-se em meio às suas várias desculpas. Somos, ainda, peritos em nos escusar e apressados em passar o bastão da responsabilidade para as mãos de outras pessoas. Vejamos quais foram as desculpas de Moisés:
– Em primeiro lugar, a desculpa da insignificância pessoal (Êx 3.11). “… quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”. Moisés olha para sua limitação e vê uma impossibilidade intransponível. Sempre que olhamos para nossas limitações, sentimo-nos inadequados para a grande missão que Deus nos outorga.
– Em segundo lugar, a desculpa da falta de credibilidade (Êx 4.1). “… mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu”. Moisés sente-se pequeno demais para ser ouvido no Egito. Deus apareceu para ele no Sinai, mas o povo não viu essa manifestação. Portanto, sente-se sem credibilidade ao falar em nome de Deus. Sua experiência pessoal junto à sarça ardente, pensa Moisés, carece de uma confirmação pública para ele ser ouvido.
– Em terceiro lugar, a desculpa da falta de eloquência (Êx 4.10). “… Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo, pois sou pesado de boca e pesado de língua”. Moisés sentiu-se impedido de ir falar ao povo, uma vez que não se julgava eloquente para convencer as pessoas por intermédio de seu discurso. Esqueceu-se que o Deus que fez a boca, é também aquele que dá a palavra certa e tem poder para tocar os corações.
– Em quarto lugar, a desculpa de pensar que tem outros mais capacitados que devem ir em seu lugar (Êx 4.13). “Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim”. Moisés entende que há pessoas mais capacitadas do que ele. Sugere a Deus para enviar outro qualquer, menos ele.
– Em quinto lugar, a desculpa das dificuldades para a realização da missão (Êx 5.22). “Então, Moisés, tornando-se ao Senhor, disse: Ó SENHOR, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?”. Moisés deixou de falar a Faraó o que Deus ordenara que ele falasse. Se Faraó não deixasse Israel, o primogênito de Deus sair, o Senhor mataria o seu primogênito (Êx 4.22,23). Quando Moisés falou a Faraó, este endureceu ainda mais o coração e pesou ainda mais a sua mão sobre o povo. Então, Moisés reclama de Deus: “[…] por que afligistes este povo? Por que me enviaste?”. Ele se ressente de não ver a mão de Deus agindo rapidamente na libertação do povo.
– Em sexto lugar, a desculpa de não ver os resultados de seu trabalho (Êx 6.12). “[…] Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó?”. Moisés estava em crise com o chamado divino e com os  resultados de sua missão. Ele não viu resultado promissor junto ao povo nem junto a Faraó. O povo que deveria ser libertado não atende sua voz. Se o povo de Israel não lhe escutava, como o escutaria Faraó?
E você, que desculpas tem dado para escapar do trabalho de Deus? Precisamos entender que o Deus que chama, é também o mesmo que capacita. A obra de Deus não é feita na força do braço da carne. Não realizamos a missão de Deus fiados em nossa força ou sabedoria. Fazemo-la na força do Onipotente. É Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar. Só Deus poderia desbancar os deuses do panteão egípcio. Só Deus pode destronar os ídolos do coração do homem. Só Deus pode quebrar os grilhões que oprimem os pecadores. Só Deus pode tirar o seu povo da fornalha da aflição e conduzi-lo à terra prometida.
Não dê desculpas. Levante-se e faça a obra de Deus, pois ele não chama os capacitados, mas capacita os chamados!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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