Protegendo o seu matrimônio

Casamento é uma instituição sob ataque. O problema é que nem sempre conseguimos identificar as estratégias do inimigo e, como fruto de nossa ignorância, acabamos colaborando com a causa dele. […]

Casamento é uma instituição sob ataque. O problema é que nem sempre conseguimos identificar as estratégias do inimigo e, como fruto de nossa ignorância, acabamos colaborando com a causa dele. Logo, todo  cônjuge deve se ocupar em proteger e zelar da saúde do seu relacionamento conjugal. Encontram-se abaixo algumas sugestões a serem observadas nesse sentido.

1. Não pense que seu casamento está imune as crises – Durante conflitos conjugais muitas pessoas dizem: “Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo!” Além da angústia pela crise, essa surpresa indica que nenhuma provisão foi feita pelo casal para as possíveis crises no casamento.

2. Lembre-se que harmonia conjugal exige esforço diário – O livro de Provérbios descreve o preguiçoso como alguém que diz: “Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso”. A atitude do preguiçoso, porém, resulta na pobreza que sobrevém sobre ele como um ladrão (Provérbios 6.10-11). Também, alguns cônjuges nunca trabalham em prol da harmonia no seu casamento e acabam colhendo conflitos.

3. Não permita que as exigências da vida justifiquem negligências no seu relacionamento – Correrias e compromissos urgentes não são privilégios de alguns, mas o estilo de vida de muitos. Nesse contexto, a  pressão para que o urgente tome lugar daquilo que é importante é sempre intensa. Sabiamente, porém, devemos cuidar para que a atenção ao urgente não se torne uma justificativa para a desatenção com nosso cônjuge.

4. Não insista em desapontamentos e falhas do passado – Todos nós esquecemos datas de aniversário, perdemos chaves, telefones e outras coisas. No entanto, nossa memória geralmente é hábil em resgatar falhas  passadas de outras pessoas. Esse processo de “desenterrar mortos” acaba resultando em desgastes nos relacionamentos e ampliando as dimensões do conflito.

5. Não compare o seu cônjuge desfavoravelmente com outra pessoa – Comparações desfavoráveis apenas comunicam a mensagem que a pessoa comparada não é suficiente para quem faz a comparação. No casamento, essa atividade possui um potencial explosivo e destruidor.

6. Não permita que alguém do sexo oposto desfrute dos privilégios que pertencem ao seu cônjuge – Um ombro para acolher outra pessoa, um abraço caloroso, uma atenção especial, etc. Essas coisas geralmente pertencem ao cônjuge e não devem ser partilhada por outras pessoas. Aquilo que aparentemente é um gesto inocente acaba se tornando um relacionamento comprometedor. Logo, os limites devem ser  estabelecidos no início de qualquer relacionamento.

7. Invista no seu matrimônio por meio de contínua oração – Não é suficiente que casais crentes orem. Eles devem também orar juntos e orar em prol do seu casamento. O apóstolo Paulo ensina que a armadura do cristão deve ser vestida “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito” (Efésios 6.18). O investimento no crescimento espiritual é segurança para o casal que deseja proteger seu casamento de crises e conflitos.

8. Procure expressar sacrificialmente o seu amor pelo cônjuge – A maneira como Jesus expressou o seu amor pela igreja é o padrão a ser seguido no casamento (Efésios 5.22-33). Logo, o relacionamento conjugal deve ser caracterizado por contínuas demonstrações sacrificiais de amor. Todavia, alguns cônjuges nem conseguem se lembrar de quando foi a última vez que fizeram sacrifícios no seu casamento.

9. Seja criativo na expressão de sua afeição por seu cônjuge – Casamento não é somente um privilégio a ser desfrutado, mas também um compromisso a ser cultivado. Nesse processo devemos ser criativos e surpreendermos nosso cônjuge nas pequenas coisas. Nossa mente pode ser ocupada com a procura por inovações na expressão de nosso amor pela pessoa com quem estamos casados. A alegria do outro é o melhor pagamento nesses casos.

10. Não use os seus filhos como a cola ou a cunha do relacionamento – Há muitos casais que convivem em paz por causa dos filhos, que permanecem juntos por causa dos filhos ou então usam os filhos como causas de seus conflitos. Quando isso ocorre, os problemas mais íntimos nunca são abordados e tratados. Além do mais, os filhos passam a desempenhar papeis para os quais nunca foram destinados.

11. Dedique-se a estudar não apenas os defeitos do seu cônjuge, mas também seus temores e esperanças – Se alguém presenciar uma discussão conjugal poderá concluir que ninguém conhece tão bem uma pessoa  como o seu próprio cônjuge. Mas aquilo que é apresentado como prova de conhecimento consiste, no geral, de uma série de acusações. O que passa despercebido é que algumas reações pessoais são resultados de temores ou esperanças frustradas. Quanto melhor conhecemos nosso cônjuge mais poderemos oferecer ajuda ao invés de críticas.

12. Lembre-se que o tempo é ligeiro – O salmista afirma que “tudo passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90.10). Todavia, nem sempre atentamos para essa característica do tempo quando estamos aborrecidos com alguém. Na verdade perdemos muito tempo com coisas tolas e uma vez perdido o tempo nunca poderá ser recobrado. Logo, devemos sempre ter em mente que somos apenas mordomos do tempo (o tempo não é algo que “a gente faz”) e dele prestaremos contas a Deus.

13. Mate a ira antes que ela mate o seu casamento – Grande parte dos conflitos conjugais são gerados e agravados por aquilo que se encontra dentro de nós. Jesus disse que aquilo que sai do coração é o que contamina o homem. Ele disse também que do coração do homem procedem os maus desígnios e ira certamente é um deles (Mateus 15.18-19). Por essa razão, cada cônjuge deve dedicar esforços em exterminar a ira do seu coração, pois a “ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

Rev. Valdeci da Silva Santos

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