Regenerados para uma viva esperança

O título do editorial corresponde ao tema do mês, e está baseado em I Pe 1.3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua […]

O título do editorial corresponde ao tema do mês, e está baseado em I Pe 1.3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. O apóstolo Pedro aborda de forma objetiva, porém com profundidade, um tema de extrema relevância para a fé cristã: A REGENERAÇÃO.

Sua palavra inicial consta de exaltação a Deus. Reconhecendo a grandeza da dádiva recebida, exulta em ações de graças ao exclusivo autor da salvação. Pedro destaca que Deus é digno de ser louvado, merecedor de nossa reverente adoração, pois, movido por seu amor eterno (“De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” – Jr 31.3), graciosamente (“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” – Ef 2.8) realiza naqueles a quem eficazmente chamou o milagre do novo nascimento.

Ao apresentar a seus leitores o novo estado em que agora se encontram, completamente diferente do anterior, o autor intenciona contrastar a nova posição (regenerados) com a antiga (não regenerados).

Ele certamente não foi o primeiro a despertar em seus leitores a atenção quanto ao importante tema (I Pe 3.14-16). O apóstolo Paulo, alguns anos antes, retratou a distinção. Escrevendo aos crentes de Éfeso, Paulo classificou os não regenerados como mortos em delitos e pecados, pessoas guiadas pelo príncipe da potestade do ar, completamente submissas ao espírito que direciona os filhos da desobediência. Sua descrição avança informando que os tais andam segundo as inclinações da carne, com prazer executam a vontade da carne e dos pensamentos, sendo portanto filhos da ira, completamente envoltos na futilidade de seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, portadores de uma consciência cauterizada e portanto não mais sofrendo qualquer sentimento de pesar por conta dos pecados praticados. Os não regenerados se entregam com avidez à prática do pecado, estão sem Cristo, separados do povo de Deus, estranhos às alianças da promessa, vivem sem esperança e sem a bendita companhia de Deus (Ef 2.1-12; 4.17-19).

O apóstolo Pedro almeja que seus leitores sejam tomados de intensa alegria e gratidão, pois como consequência da ação do Senhor eles agora nasceram de novo e são beneficiários de um novo e diferente estilo de vida: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” – II Co 5.17. O desdobramento imediato da ação de Deus em regenerar os seus eleitos é a bênção da viva esperança.

A viva esperança é a vida eterna. Todo aquele que foi regenerado certamente ouvirá do Senhor: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” – Mt 25.34. Esperança na Bíblia não é possibilidade ou algo incerto, antes é um dom da graça (“Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra” – II Ts 2.16-17) assegurado pela ressurreição de Jesus (“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” – I Co 15.20 ).

Deus nos regenerou e agora vivemos em novidade de vida. Nossa caminhada diária é pautada pela firme resolução de praticarmos a vontade de Deus e agirmos onde estamos inseridos como sal da terra e luz do mundo(Mt 5.13-16). Deus nos ajude a não nos esquecermos da tão gloriosa verdade de que fomos REGENERADOS PARA UMA VIVA ESPERANÇA.

“Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” I Pe 1.23

Rev. Jailto Lima do Nascimento

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