Deus desceu até nós

O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais esperado na história da humanidade. Milênios surgiram no horizonte e se despediram nas dobras do tempo alimentados por essa promessa. A promessa […]

O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais esperado na história da humanidade. Milênios surgiram no horizonte e se despediram nas dobras do tempo alimentados por essa promessa. A promessa do nascimento do Messias foi costurada pelo conselho da Trindade, antes da fundação do mundo. Quando as cortinas da história foram abertas, a promessa de sua vinda já foi anunciada. Ao longo do Antigo Testamento essa esperança foi alimentada. Patriarcas falaram de Jesus. Os profetas apontaram para ele. O cordeiro da páscoa era um símbolo dele. A arca da aliança era uma representação dele. As festas de Israel eram um prenúncio de sua chegada. Os rituais do templo eram sombra de sua realidade. Reis, sacerdotes e profetas tipificavam sua vida e ministério.

Deus preparou o mundo para a chegada de seu Filho. Os judeus deram aos homens a revelação escrita. Os gregos ofereceram uma língua universal. Os romanos estabeleceram uma lei para todos os povos. Na plenitude dos tempos, então, ele nasceu de mulher, nasceu sob a lei. O Verbo eterno, pessoal, divino, criador, autoexistente, luz que ilumina todo homem, se fez carne. O eterno entrou no tempo. O infinito foi colocado numa manjedoura. O Rei dos reis esvaziou-se e se fez servo. Aquele que teve glória com o Pai antes que houvesse mundo, vestiu pele humana e habitou entre nós, como um de nós. Pisou o nosso chão, comeu o nosso pão, bebeu a nossa água, sentiu a nossa dor, chorou as nossas lágrimas e carregou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados.

Ele não veio até nós como um ser inferior a Deus ou mesmo superior aos anjos. Ele veio como Deus de Deus, Luz de Luz, coigual, coeterno e consubstancial com o Pai. Ele veio revestido dos mesmos atributos de Deus e realizando as mesmas obras de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a exata expressão do ser de Deus. Ele é o resplendor da glória. Ele veio não apenas para nos dar lampejos da glória do Pai, mas para nos mostrar o Pai em todo o seu esplendor.

Deus desceu até nós, em seu Filho, cheio de graça e de verdade. Ele não veio cheio de justiça e juízo, pois se assim fosse estaríamos esmagados. O melhor de nós, nossas justiças, não passam de trapos de imundícia aos seus olhos. E o pior de nós, nossos pecados, o que são aos seus olhos? Ah, ele veio cheio de graça, pois nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos! Estávamos depravados e condenados. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Éramos escravos do diabo, do mundo e da carne. Mas, ele nos lavou, nos regenerou, nos santificou, nos fez novas criaturas e nos fez membros da família de Deus.

Deus desceu até nós para nós subirmos até ele. Deus não poupou o seu próprio Filho para que nós pudéssemos ser poupados da condenação eterna. Sendo ele rico, se fez pobre, para que nós pobres e miseráveis, tornássemos ricos. O Filho de Deus se esvaziou a si mesmo, para que nós fôssemos cheios da glória de Deus. Ele se fez pecado por nós para que nós fôssemos justiça de Deus. Ele se fez maldição para que nós fôssemos benditos eternamente. Ele morreu a nossa morte para que nós pudéssemos viver a sua vida. Oh, o nascimento de Jesus abriu-nos a porta da esperança! Como o Sol da justiça, trouxe-nos salvação em suas asas. Como o Salvador, trouxe-nos pleno perdão. Como o Cristo, o Messias de Deus, trouxe-nos reconciliação. Como o Senhor, trouxe-nos libertação. Agora somos perdoados, reconciliados e libertos. Fomos transportados do reino das trevas para o reino da luz. Fomos arrancados da potestade de Satanás para Deus. Deus desceu até nós para nos levar para casa, a fim de estarmos para sempre com ele!

Rev. Hernandes Dias Lopes