Igreja, avante!

Hoje a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora 159 anos em solo pátrio. Nosso missionário pioneiro, Ashbel Green Simonton, chegou ao Rio de Janeiro, exatamente no dia 12 de agosto de […]

Hoje a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora 159 anos em solo pátrio. Nosso missionário pioneiro, Ashbel Green Simonton, chegou ao Rio de Janeiro, exatamente no dia 12 de agosto de 1859, plantando neste solo fértil, a boa semente do evangelho. Nesses anos, a igreja cresceu, esparramou-se por todos os quadrantes da nação e, hoje, somos uma grei robusta, presente em todos os Estados da Federação, influenciando decisivamente na evangelização, na educação e em outras áreas estratégicas de nosso país.

Nossos pais nos legaram o evangelho. Transmitiram a nós uma rica herança. Passaram a nós sua visão de empreendimento e crescimento. Agora, precisamos prosseguir, guardando o bom depósito e anunciando, com senso de urgência, o evangelho da graça. Nossa nação cambaleia trôpega, açoitada por furiosos vendavais do humanismo secularizado. Predomina uma cultura hedonista, rendida ao relativismo moral. Do Parlamento às cortes, das universidades às ruas, da imprensa à família, cresce vertiginosamente essa açodada e perigosa tendência. Não bastasse essa sodomização da nossa cultura, vemos perplexos, também, o avanço do sincretismo religioso por um lado e do ateísmo por outro. É nesse cenário cinzento que estamos desafiados a viver uma contracultura, proclamando com ousadia, no poder do Espírito, o evangelho, que é o poder de Deus, para a salvação de todo aquele que crê.

A Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória, rumando para o seu nonagésimo aniversário, tem o imperativo, intransferível e impostergável compromisso de cumprir sua vocação neste hospitaleiro Estado, neste vasto país e além fronteiras, sendo uma igreja de vanguarda, influenciando a sociedade pela pregação do evangelho, pela plantação de novas igrejas, pelo exercício da misericórdia e pela influência benéfica de seus membros nos mais diversos segmentos da sociedade.

Para cumprir esse desiderato, precisamos ser fortalecidos com poder. A obra de Deus não pode ser feita na força do braço da carne. Somente o Espírito Santo pode nos capacitar a viver com irrepreensibilidade e a pregar o evangelho com ousadia. Somos uma igreja de testemunhas. Não podemos calar nossa voz onde fomos plantados. Cada membro da igreja deve ser um luzeiro a brilhar em sua escola, em seu trabalho, no meio de sua parentela e de sua vizinhança. Nossa postura poderá abrir ou fechar portas para o testemunho do evangelho. Nossas ações falam mais alto do que nossas palavras. Nosso exemplo é mais eloquente do que nosso discurso.

É mister sermos uma igreja fiel e relevante. Fiel às Escrituras e relevante pelo seu trabalho. Não podemos negociar a verdade nem apenas guardá-la como uma relíquia. O evangelho não é para ser retido, mas anunciado. Não é para ser discutido, mas proclamado dos outeiros da história, nos ouvidos do mundo. Como a igreja primitiva, precisamos sair do campo da discussão teológica, para o território da ação missionária. Não podemos, confortavelmente, apenas nos deleitarmos em estudos maravilhosos entre quatro paredes, enquanto lá fora, as pessoas estão perecendo, sem a esperança do evangelho. É tempo de voltarmos ao nosso primeiro amor, à paixão de nossos pais na fé, a revermos nossos conceitos e valores e, prosseguirmos resolutos, crendo que o melhor daquilo que já experimentamos no passado, pode ser medidas mínimas daquilo que Deus pode fazer em nossa igreja e através dela, daqui para frente.

Conclamamos, portanto, esta amada igreja, a acertarmos nossa vida com Deus e uns com os outros, tapando as brechas e avançando para um tempo novo de crescimento no conhecimento e na graça de Cristo. Um tempo de engajamento na evangelização e nas obras de misericórdia. Um tempo de fortalecimento na comunhão fraternal e na expansão da igreja. Um tempo de renovo em nossas sociedades internas e de abertura de novos campos. Igreja, avante!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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