CUIDADO COM A PREGUIÇA!

A preguiça é a mãe da pobreza e a necessidade é a filha única dessa mãe desleixada. Provérbios 6.6-11 trata deste assunto.
Vamos examinar aqui três lições:
Em primeiro lugar, o preguiçoso precisa aprender com a pedagogia da formiga (Pv 6.6-8). O autor sagrado escreve:
“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento”. Salomão coloca no palco uma sábia pedagoga e nos convida a aprender com ela. A formiga é trabalhadora. Apesar de não possuir chefe, oficial nem  comandante, no estio prepara seu pão e, durante a colheita, ajunta seu mantimento. A formiga sabe que no inverno não se pode trabalhar. Então, cuidadosa e previdentemente, faz seu estoque para ter em abundância no período invernal. Ela é precavida, preventiva e provedora. Não deixa as decisões importantes da vida para a última hora. Age com antecedência e planejamento. Ela trabalha de modo planejado e incansável no tempo da colheita para ter provisão necessária no tempo em que não se pode trabalhar. Salomão exorta os preguiçosos a aprenderem com a formiga. A formiga não fez um curso de gestão nem tem diploma de economia, mas se apresenta como pedagoga para nos ensinar grandes e duradouras lições na área da administração e da economia.

Em segundo lugar, as desculpas do preguiçoso (Pv 6.9,10). O texto em tela diz: “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para encruzar os braços em repouso”. Depois de exortar o preguiçoso a seguir o exemplo da formiga, o sábio cutuca o preguiçoso dorminhoco, com o propósito de mexer com o seu brio. Ferroa-o com o aguilhão da responsabilidade. Sacode-o com o propósito de despertá-lo de sua letargia. O preguiçoso é tratado aqui como uma pessoa cujo único objetivo é dormir e desfrutar os deleites do descanso. Ele quer apenas os confortos da vida, e não o peso da responsabilidade. Quer apenas desfrutar as benesses da existência, e não a labuta do trabalho pesado. Quer apenas
desfrutar da farta colheita do sono, sem ter semeado diligentemente com o suor do seu rosto. O preguiçoso anda cansado e tem necessidade de dormir. O trabalho para ele é um castigo. Os desafios da vida são para ele barreiras intransponíveis. Seu projeto de vida é desfrutar de uma cama macia e render-se a um sono benfazejo. Nada de estresse. Nada de esforço. Nada de trabalho. Dormir e dormir é seu lema. Gozar a vida é sua aspiração. O preguiçoso não é previdente como a formiga. Não faz provisão para o tempo do inverno. Não ajunta em celeiros para os dias de crise. Só pensa no agora. Só investe em seu descanso. Só quer dormir para acordar e dormir novamente. Seu ciclo de vida não vai além do um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso.

Em terceiro lugar, o resultado da preguiça (Pv 6.11). O texto diz: “Assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado”. Há uma lei inevitável e irreversível na natureza: só colhe quem planta; só ceifa quem semeia. Aqueles que encolhem as mãos preguiçosas na semeadura jamais estenderão as mãos diligentes para colher. Quem não semeia com lágrimas não colhe com júbilo. A herança dos preguiçosos é a pobreza. Na crise, faltar-lhes-á o necessário, porque, quando todos estavam trabalhando e fazendo a sua reserva, os preguiçosos estavam dormindo. Salomão destaca dois resultados da preguiça. O primeiro deles é a pobreza repentina e inesperada. A prosperidade é fruto do trabalho e da bênção de Deus. Quem cruza os braços para trabalhar e quer apenas gozar os benefícios do sono, sem o peso do trabalho, enfrentará pobreza. Deus não premia a preguiça nem galardoa os preguiçosos. O segundo resultado da preguiça é a necessidade. Ela vem como um homem armado. É
inescapável e inevitável. A formiga não passa fome no inverno porque laboriosamente ajuntou sua provisão na ceifa. Mas o preguiçoso desfruta os deleites do sono enquanto os trabalhadores, com fadiga e suor no rosto, sofrem as agruras do sol e o desconforto das chuvas. Porém, no dia da crise, aqueles que se preveniram desfrutarão do trabalho de suas mãos, mas o preguiçoso passará necessidade !

Rev. Hernandes Dias Lopes

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