O LUGAR DAS BOAS OBRAS NA VIDA DO CRENTE

Há muitas pessoas que, por não compreenderem o ensino das Escrituras, colocam a prática das boas obras como a  causa da salvação. Isso é um ledo engano. As boas obras são a evidência da salvação e não a sua causa. Praticamos boas  obras porque fomos salvos pela graça e não para sermos salvos pelos nossos méritos. Mas, então, qual é o lugar das boas  obras na vida do crente? Vejamos: 

  1. Devemos fazer boas obras porque Deus é glorificado através delas (Mt 5.16). Quando os homens veem as  nossas boas obras, eles glorificam ao nosso Pai que está nos céus. As boas obras não são praticadas para enaltecer a nós  mesmos. Não devemos tocar trombetas para chamar atenção para nós mesmos, quando estendemos as mãos aos  necessitados. Ao contrário, devemos ser discretos ao ajudar o próximo, sabendo que fazemos isso em obediência à ordem  divina e para a glória de Deus. 
  2. Devemos fazer boas obras porque este é o propósito eterno de Deus (Ef 2.10). Somos salvos pela graça,  mediante a fé e não pelas obras. Se a salvação fosse pelas obras, teríamos do que nos gloriarmos e seria uma espécie de  medalha de honra ao mérito. É meridianamente claro no ensino das Escrituras que nós não somos salvos pelas obras, mas  para as boas obras. Deus preparou as boas obras de antemão, para andarmos nelas. Ao praticarmos boas obras estamos  cumprindo o prévio plano de Deus estabelecido para nós.  
  3. Devemos fazer boas obras porque fomos remidos para esse sublime propósito (Tt 2.14). O Filho de Deus se  deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, um povo  zeloso de boas obras. Fomos remidos e purificados para pertencermos exclusivamente a Cristo. Fomos remidos e  purificados para sermos zelosos na prática das boas obras. Ao praticarmos as boas obras estamos cumprindo, também, o  propósito da nossa própria redenção. 
  4. Devemos fazer boas obras para não nos tornarmos infrutíferos (Tt 3.14). O apóstolo Paulo orienta Tito a  ensinar os crentes da Ilha de Creta a se distinguirem nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem  infrutíferos. Nós, crentes, devemos nos distinguir nas boas obras. Devemos ser notáveis nessa prática. Não podemos  encolher nossas mãos quando se trata de socorrer os necessitados. Deixar de ajudar os que carecem de socorro é lavrar  uma sentença de esterilidade sobre nós mesmos. Fomos chamados para dar frutos, muitos frutos.  
  5. Devemos fazer boas obras porque este é o sacrifício que agrada a Deus (Hb 13.16). Não podemos ser  negligentes na prática do bem nem mesmo na mútua cooperação, pois tais sacrifícios agradam a Deus. O bem que  fazemos para os irmãos são como ofertas de libação ao Senhor. O bem que praticamos na terra, chega até aos céus. O bem  que fazemos aos homens agrada a Deus.  
  6. Devemos fazer boas obras porque a fé sem as obras é morta (Tg 2.14-17). A salvação não é pelas obras nem  pela fé mais as obras, mas pela fé que realiza obras. As obras são avalistas da fé. Quem crê, demonstra sua fé, pela prática  das boas obras. Quem crê não despede vazios os irmãos carentes de roupa e alimento cotidiano, sem dar-lhes o necessário.  Afé, se não tiver obras, por si só está morta. 
  7. Devemos fazer boas obras porque é assim que demonstramos que o amor de Deus permanece em nós (1Jo  3.17). Não podemos amar a Deus a quem não vemos se não amamos aos irmãos a quem vemos. Não podemos sonegar  ajuda aos irmãos necessitados, fechando-lhes nosso coração, e ao mesmo tempo termos o amor de Deus permanecendo  em nós. A prática das boas obras é uma evidência de que amamos a Deus e de que o amor de Deus habita em nós. 

Rev. Hernandes Dias Lopes

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