POR QUE DEVEMOS ACUDIR AOS NECESSITADOS

 “Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal.
O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos.  O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama” (Sl 41.1-3).

O Brasil e o mundo vivem tempos de grande sofrimento e dor. Uma pandemia devastadora assola a terra. Milhões  de pessoas já foram ceifadas e tantas outras ainda serão. Essa tempestade que desabou sobre nós, traz em sua esteira não só  uma grave crise de saúde pública, mas também, uma profunda recessão econômica. Empresas faliram, comerciantes  encerram suas atividades. Empregados foram despedidos. O país ficou mais endividado e os seus cidadãos mais pobres.  Os necessitados de toda ordem se avolumaram. Nesse cenário tão cinzento, o texto supra mencionado é de uma relevância  sem igual. Destacaremos aqui dois pontos: 

  1. Acudir ao necessitado é uma alegria maior do que ser acudido (Sl 41.1a). Em virtude do empobrecimento de  milhões de pessoas precisamos cultivar a generosidade, distribuindo parte do que temos, com quem pouco ou nada tem.  Seria até mesmo um gesto de crueldade reter com usura aquilo que devemos repartir com misericórdia. A felicidade de dar  é maior do que a alegria de receber. A Escritura diz: “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que  retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda” (Pv 11.24). Vale a pena relembrar as palavras do missionário Jim  Elliot: “Não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”. 
  2. Acudir ao necessitado traz bênçãos memoráveis aos generosos (41.1b-3). Cinco bênçãos são prometidas aos  generosos: 

      Primeira, O Senhor o livra no dia do mal (Sl 41.1b). Vivemos num mundo marcado pelo sofrimento. Aqui ainda  não é o céu. Aqui há guerras e terremotos. Aqui há rebeldia contra Deus e violência contra os homens. Aqui há doenças e  mortes. Porém, muitos males, como tempestades devastadoras, que estavam endereças a nos atingir, são desviadas de nós,  pelo fato de sermos generosos com os aflitos e solícitos com os necessitados. 

      Segunda, O Senhor o protege e preserva-lhe a vida (Sl 41.2a). Quando protegemos o necessitado para salvar-lhe  a vida, Deus vem ao nosso encontro para proteger-nos e preservar nossa vida. O bem que fazemos aos outros, receberemos  isso outra vez do Senhor (Ef 6.8). A Escritura diz: “A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado” (Pv  11.25). 

      Terceira, O Senhor o faz feliz na terra (Sl 41.2b). O homem mais feliz não é aquele que mais retém com ganância,  mas aquele que mais reparte com amor. As riquezas acumuladas, com avareza, em dias de calamidade, são cobertas de  ferrugem. Elas serão o combustível para a destruição daqueles que a retêm. Deus faz feliz na terra não o rico avarento, mas  o compassivo que acode o necessitado. São os que abrem o coração e o bolso para socorrer os necessitados é que são  felizes na terra. 

      Quarta, O Senhor o protege das línguas levianas dos inimigos (Sl 41.2c). Os inimigos carregam uma espada  entre os dentes. São línguas que cortam mais fundo do que uma faca afiada. A boca dos perversos destrói como fogo.  Como serpentes venenosas, carregam a morte em suas presas. Quando o homem, que foi alvo da misericórdia divina,  acode o seu próximo, assistindo-o em suas necessidades, Deus o protege das línguas levianos dos inimigos. Oh, quão  doces são os frutos da generosidade! Oh, quão feliz é o homem que minora a dor do próximo! Deus o faz feliz e afasta dele  os infelizes. 

      Quinto, O Senhor promete-lhe conforto e cura na enfermidade (Sl 41.3). O Senhor promete-lhe não apenas  assistência e conforto na doença, mas também cura da enfermidade. Acama não se torna mais uma prisão de dor, mas um  paraíso de descanso.  

Você tem acudido aos necessitados? 

Rev. Hernandes Dias Lopes 

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